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PILATES NAS LESÕES MEDULARES (PARA E TETRAPLEGIA)

  • 13 de jan. de 2016
  • 2 min de leitura

Já falei muito sobre os benefícios do Pilates tanto para a harmonização de corpos saudáveis, como para a reabilitação de lesões, postura e alívio de dores. Hoje vou explicar um pouco como o Pilates também pode ajudar na reabilitação de pacientes neurológicos. Primeiro, sugiro que quando usado para reabilitação, o Pilates seja conduzido por um instrutor fisioterapeuta, com conhecimento na área do tipo de lesão que será tratado. Existem diversos tipos de lesões neurológicas que afetam o aparelho locomotor, vou explicar melhor sobre as lesões medulares.

As lesões de medula espinhal ocorrem na maioria das vezes por trauma na coluna que podem ser causados por diversos fatores, como quedas, acidentes ou tiros, mas também podem ser causadas por doenças ou defeitos congênitos. De acordo com a altura da lesão em relação à coluna, é determinado quais partes do corpo são acometidas. Quanto mais próximo do cérebro a lesão, é chamada de alta, quanto mais inferior, é chamada de lesão baixa. As lesões podem ser completas ou parciais e levam a alteração ou perda de sensibilidade e movimentos. Quando são acometidos apenas os membros inferiores e tronco, chamamos de paraplegia, quando são acometidos também os membros superiores, mesmo que minimamente, chamamos de tetraplegia. Mas essa denominação pouco informa sobre a real funcionalidade do paciente, uma vez que o acometimento pode variar bastante.

Para cada paciente, traço objetivos específicos, mas de forma geral, indivíduos que não tem uma tetraplegia completa e muito alta se beneficiam da prática do Pilates. Uma das coisas que os pacientes neurológicos mais gostam na prática, é fugir do ambiente hospitalar, poder praticar uma atividade que pessoas saudáveis praticam torna a reabilitação mais leve e prazerosa. Muitos objetivos comuns à fisioterapia são trabalhados no Pilates: Manutenção da flexibilidade e mobilidade das áreas afetadas, previnem encurtamentos e facilitam a higiene e transferências; Fortalecimento das áreas menos ou não acometidas, por exemplo, um indivíduo que usa cadeira de rodas, mas tem função nos braços, precisa ter esses braços fortes para que seja mais independente nas suas transferências e atividades de vida diária. O equilíbrio, força abdominal e controle de tronco também são muito importantes de se trabalhar, mesmo que seja na postura sentada. A respiração e o ritmo dos exercícios, ajudam a controlar a ansiedade. A consciência corporal que se ganha com a prática do método, ajuda na autoaceitação, na funcionalidade e na independência do praticante. A sensação de superação a cada dia e a melhora com a prática, são gratificantes. Quando o paciente percebe a melhora na qualidade de vida não quer mais deixar de ser pilateiro como eu e você.

 
 
 

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